“É preciso investir em nichos com a biometria”, diz ABESE

O controle de ponto e acesso por biometria tornou-se um espaço de extrema especialização. É o que aponta o diretor de Comunicação da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), Marcos Menezes. A aplicação cada vez mais personalizada mostra a abertura de um grande mercado, voltado para clientes que têm benefícios bem específicos com a tecnologia. “Há escolas, universidades, centros de compras e uma série de nichos que ainda não foram pensados. Os fabricantes e integradores devem desenvolver soluções prontas, pois estamos no timing da concretização. Daqui a pouco tempo todas as atividades utilizarão a biometria”, destaca Menezes, citando que os produtos e componentes biométricos são encontrados no mercado brasileiro a preços acessíveis.
O fim das fronteiras entre os mercados de telecomunicações, segurança eletrônica e tecnologia da informação também deve ser analisado pelos profissionais da área. As soluções de controle de acesso biométrico, acredita Menezes, devem ser pensadas em um cenário de convergência total desses campos. Lembra que a ABESE incentiva a especialização dos profissionais. “A concorrência é menor justamente porque há essa especialização das empresas. Poucas são as que sabem mais do que os clientes. Nós temos de conhecer muito mais da necessidade de segurança do que o cliente”, afirma.
Outro ponto relevante é a tendência do uso de dispositivos em conjunto. “Um leitor biométrico apenas não resolve, ele tem de estar inserido em uma solução personalizada. Agora é o momento de se investir alto no controle de acesso com o uso de leitor, cartão, biometria e senha, todos integrados”, aposta.
Resultados
O gerente da empresa de sistemas de informática AtFlex, de Ouro Branco (MG), Alex Sandro Ferreira Rosa, afirma que o mercado de controle de acesso nas empresas privadas cresceu vertiginosamente. De junho a final de agosto, a empresa vendeu um leitor biométrico da marca Akiyama por dia. A empresa, que trabalha com soluções completas de controle de ponto e acesso, comemora os resultados. “Os cenários são bem diversificados, trabalhamos com academias, consultórios médicos, condomínios e escolas. Recentemente passamos a trabalhar com faculdades que fazem o controle de acesso dos alunos nas aulas. A vantagem dessa tecnologia é que um sistema apenas tem todas essas funcionalidades”, explica.
Investimento do governo
Para Menezes, da ABESE, a maior prova de que os investimentos em identificação biométrica, especificamente pela impressão digital, irão crescer muito nos próximos meses é a aposta do governo nos dispositivos. “Os Detrans são um exemplo disso. Hoje, em São Paulo e no Paraná, cada auto escola tem cerca de três leitores. E falamos de produtos relativamente simples, que utilizam somente um leitor USB. Isso mostra o quanto está crescendo a demanda por essa tecnologia”, finaliza.
01/09/09
Veja também:
Microsoft retira leitores biométricos do mercado
Akiyama discute biometria na Mackenzie
Conheça o leitor BioMini
Outras notícias